Episódio #11 Temporada 7: A Anita e a definição de sucesso

“Como vais medir a tua vida?” é o ponto de partida para a reflexão da Anita. A origem inesperada da questão, colocada por um dos mais admirados e conceituados professores de gestão de Harvard – Clayton Christensen – como parte do seu programa curricular, espoleta uma curiosa abordagem na qual a racionalidade e a emoção se entretecem para gerar uma definição de sucesso que tem por base o propósito individual.

Esta bússola interior implica que a definição universal de sucesso deixe de fazer sentido: riqueza, prosperidade, êxito não deveriam ter apenas como unidade de medida o valor monetário que geram ou representam. As métricas a considerar serão tantas quantas as definições individuais de felicidade, sem medidas universais no seu cálculo mas, sem dúvida, com efeitos universais das suas externalidades.

Neste episódio mencionamos:
Clayton Christensen
“Bittersweet”, de Susan Cain
“A equação da felicidade”, de Mo Gawdat
Joss Stone entrevista Mo Gawdat no seu podcast “A cuppa happy” parte I | parte II
Episódio #33 Temporada 6: A Anita empreende uma nova filosofia de vida
“Ética a Nicómaco”, de Aristóteles, Ed. Almedina
“The Innovator’s Dilemma: When New Technologies Cause Great Firms to Fail”, de Clayton Christensen
“Lovework: The seven steps to thrive at work”, de Ben Renshaw e Sophie Devonshire
“The Artist’s Way”, de Julia Cameron
Episódio #9 Temporada 4: Negócios com alma – à conversa com a Diana Pais, criadora da marca Miss Castelinhos
Denise Duffield-Thomas

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Créditos:
“Polygamie” de Gabriel Vigliensoni, através do Free Music Archive.

One comment

  1. Naná says:

    Outro excelente episódio!

    Muito interessante este tema, mesmo!
    Sobre o Mo Gawdat, percebo perfeitamente o conceito. Quando a minha mãe morreu, tinha eu 16 anos, a dor da perda que senti não pode ser descrita em palavras. Mas depois tomei a decisão consciente de que eu não queria ser definida pela perda que tinha sofrido. A morte da minha mãe marcou-me e moldou a pessoa que sou hoje. A morte dela foi algo que definiu o percurso que tomei dali em diante, mas não me define a mim enquanto pessoa. Talvez porque a morte dela me fez perceber que nós não somos aquilo que nos sucede, mas sim aquilo que nós fazemos com aquilo que nos acontece (vale para o negativo e o positivo). Um ano após a morte dela, entrei na faculdade e tomei outra decisão consciente: a de me reinventar enquanto pessoa. Passei de ser uma pessoa calada, reservada e tímida e rebusquei no meu interior toda a alegria e a extroversão que lá estavam escondidas. Decidi ser a pessoa optimista e alegre que sempre fui, sem me esconder por detrás da timidez.
    Dito isto, não quer dizer que na minha vida não haja momentos de tristeza ou melancolia. Há sim, e a dor volta muitas vezes a visitar-me. E aí dou-lhe rédea solta, porque sei que é algo que depois retoma o seu lugar no meu íntimo. E é importante que o façamos, se queremos saborear a alegria e a felicidade. O filme Inside Out (Divertidamente) é um dos melhores exemplos que já vi para explicar que sem tristeza não pode haver alegria. Sem medo não pode haver coragem. E fico muito feliz por saber que foi um dos filmes de animação que mais marcou o meu filho mais velho.
    Sobre o propósito, estou na mesma senda que a Ellie. E chego também à mesma conclusão: tem a ver com o que podemos fazer pelos outros, com o valor que acrescentamos aos que nos rodeiam.
    Sobre o legado, concordo em absoluto com a Constança, quem tem filhos deixará sempre um legado. Uso muito uma frase na minha vida e que exemplifica muito isto: as pessoas permanecem vivas enquanto alguém se lembrar delas. E da minha mãe há muitas pessoas que se lembram dela, pela marca que ela lhes deixou (tenho uma amiga de infância que diz sempre que a minha mãe foi mais mãe dela, que a própria mãe). E é essa a bitola que almejo alcançar com os meus filhos. É o tipo de maternidade que ela praticava que eu tento praticar. Nem sempre sou bem sucedida… porque ela era infinitamente mais paciente do que eu alguma vez serei. Mas no fundo, quero que um dia os meus filhos olhem para trás e agradeçam a mãe que fui, tal como eu agradeço a minha mãe pela mãe que ela foi.
    Ainda sobre o legado, quando o meu pai faleceu e me vi herdeira dos bens patrimoniais que tinham sido dos meus avós e depois dos meus pais, senti-me completamente esmagada pelo peso de não saber o fim que lhes dar. De não saber como continuar a gerir o património de forma a que os meus avós e os meus pais se orgulhassem de mim. por isso, por vezes os legados podem ser paralisantes.
    Sobre o sucesso… acho que é cambiante com a passagem da nossa vida. Percebi isso no dia em que aos 34 anos me dei conta que tinha alcançado todos os meus “grandes” objectivos de vida, aqueles que tinha estipulado para mim na adolescência/início da idade adulta. Tinha encontrado a minha cara metade e com ela construí uma família, tinha sido mãe, tinha conseguido o emprego estável e bem pago, tinha conseguido comprar a casa que sempre ambicionara, tinha carro próprio, era financeiramente independente, etc.
    E de súbito dei por mim completamente perdida. Tinha conseguido alcançar tudo o que achava que era importante para “ser bem sucedida” e de súbito fiquei à nora. Era como se não houvessem mais objectivos a alcançar… fiquei sem rumo. Confesso que levei uns bons meses a me reorientar. E aqui voltamos à questão do propósito, e do quão importante é termos um, ou algo que nos dê esse sentido de missão, chamemos-lhe assim… porque ser bem sucedida, ou chegar à “meta do sucesso” pode trazer consigo um enorme sentimento de vazio. Por isso, a nossa definição de sucesso tem que estar em constante evolução, reconstrução e realinhamento.
    E como por vezes me sinto um tanto perdida (para não dizer desencorajada), costumo fazer um exercício muito giro e importante, que é olhar para trás e acrescentar itens à lista que criei há uns bons anos onde enumero todas as coisas/marcos importantes que alcancei. Aprendizagens que obtive, obstáculos que ultrapassei, etc. E reler essa lista e perceber que já alcancei tanto na minha curta vida!
    Só um último aparte – a questão dos valores é tão importante, mas tão importante! O tal emprego bem pago e estável que eu achava que era o que eu queria? Pois que agora quero deixá-lo e a principal razão é por sentir que os meus valores não coincidem com os valores da empresa onde trabalho. Pena que as empresas tenham muitas vezes chefias curtas de vistas que não percebem que os valores que estão definidos (mas que nem sempre são os praticados) devem ser revistos de tempos a tempos, e seria boa prática de gestão fazer uma ocasional auscultação aos seus colaboradores, para perceber se os valores destes são coincidentes ou se estão alinhados com os da empresa (os definidos e os praticados). Isto pode ser um exercício determinante para o sucesso (ou não…) das empresas.
    Xiiiiiiiiiiiiiiiiiii, o lençol que já aqui vai…
    Vocês não querem arranjar um WhatsApp para a Anita? Eu assim deixava o comentário em suporte áudio, qual podcast ihihihihihihih

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