Episódio #11 Temporada 2: A Anita escolhe uma profissão

Desde que tem memória, a Anita sonha com as várias profissões que gostaria de exercer… já foi médica, professora, veterinária, cabeleireira, advogada, arquiteta, gestora, política, designer, piloto, informática, etc, etc, etc.

E se há algo que, conscientemente, nunca a atormentou foi a impossibilidade de exercer qualquer profissão por condicionantes socioculturais ou questões de género – tudo dependia de enveredar por determinada área de estudos e conseguir as notas necessárias para entrar no curso pretendido. Mas a palavra conscientemente não é usada inadvertidamente. Na verdade, há preconceitos e estereótipos tão enraizados que nem nos apercebemos que nos condicionam de forma inconsciente.

O ponto de partida para o programa de hoje da Anita é o artigo do Henrique Raposo sua coluna “A tempo e a desmodo”, no Expresso de dia 11.09, em que faz um mea culpa a propósito de um artigo anterior em que falava sobre o facto de não haver educadores de infância do sexo masculino e as razões que tal o justificavam, repetindo um estigma na sociedade portuguesa.

Serve o mesmo de mote à conversa que hoje se debruçará sobre o tema das escolhas e condicionantes à escolha profissional motivadas por questões de género.

Neste episódio mencionamos:
Artigo de opinião de Henrique Raposo na coluna “A tempo e a desmodo”
Generation alpha
CK One
Sobre a “fluidez de género”
Target to move away from gender-based signs
“Outliers” de Malcolm Gladwell
Malcolm Gladwell’s Cockpit Culture Theory and the Asiana Crash

E não se esqueçam:
A Anita regressa ao trabalho a cada duas semanas, mais coisa menos coisa, com um ponto de situação nos seus projetos… no entanto, como boas aspirantes à omnipresença, continuamos ligadas no anitanotrabalho.com, onde poderão conversar connosco através da secção Querida Anita, ou no Facebook.

Ou nas nossas plataformas profissionais:
Eli: nautilo.net | facebook | obvious | twitter | Instagram
Billy: airdesignstudio.com | facebook | instagram

Créditos:
“Polygamie” de Gabriel Vigliensoni, através do Free Music Archive.

2 comments

  1. Naná says:

    Aiiii que levei tanto tempo para parar e ouvir!

    Ponto n.º 1 – o Henrique Raposo é um palerma (desculpem-me a franqueza!) e como tal não deves dar importância às “palermices” que ele escreve…

    ponto n.º 2 – infelizmente olhamos para o educador de infância homem com um estereótipo diferente, como um predador sexual, esquecendo muitas vezes que há tantas mulheres que têm um perfil claramente de abusadoras. E são tantos os casos de mulheres abusadoras… porque os abusos não são apenas e só de cariz sexual… são tantas as educadoras e professoras que abusam verbal e psicologicamente das crianças que têm a seu cargo…

    ponto n.º 3 – os/as educadores e pessoal auxiliar são os meus heróis… só o facto de conseguirem aguentar o ruído de 15 a 20 crianças por si só é um feito! Eu tenho dias em que mal consigo suportar o ruído de dois rapazes, porque me complica os circuitos do cérebro e me deixa a cabeça feita em papas 🙁

    ponto n.º 4 – sobre as roupas de meninos e de meninas… ainda me lembro quando nasceu o meu segundo filho, o Ricardo e eu grávida deambulei por uma loja de uma grande cadeia comercial à procura de roupinhas para lhe vestir. Saí de lá absolutamente furiosa, porque 3/4 da secção de bebé/criança eram de roupa para meninas e só 1/4 eram de roupa para meninos. Não só achei este rácio altamente discriminatório, como as roupas de meninas eram deveras mais interessantes e agradáveis que as de menino… ainda hoje me sucede isso (na loja que começa por Z e termina Y e tem ipp no meio, 70% da loja é de roupa para meninas… tem desenhos, cores, bonecos, etc, enquanto no lado masculino ou é tudo cores sólidas e lisas ou os bonecos/letras são de fugir!)

    ponto n.º 5 – sobre a roupa para meninos e para meninas, ainda me lembro da reacção do pai dos meus filhos quando um dia comprei um pólo ao meu filho mais velho, teria ele uns 2 anos, de cor ROSA! Caiu o Carmo e a Trindade lá em casa… que aquele não era uma cor indicada para meninos. Primeiro, fiquei boquiaberta de espanto… depois desatei a rir à gargalhada, porque só podia ser brincadeira! 🙂

    ponto n.º 6 – quando o meu filho mais velho entrou na fase dos porquês foi complicado, porque ele pegava nas minhas respostas e convertia-as em novas perguntas. Comecei a ter que calcular bem as minhas respostas, como no xadrez 😮

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