Episódio #9 Temporada 2: Get a Life

Tudo começou com a palavra slacker, “preguiçoso” ou “mandrião”, a descrever Darwin… de antenas no ar, a Anita devorou o artigo e deixou começarem a germinar alguns pensamentos tabu.

Na verdade, um dos maiores medos da Anita é que descubram que, na sua essência, ela é preguiçosa. Ou melhor, talvez não seja medo de ser desmascarada… talvez passe mesmo por temer deixar-se preguiçar… é que a auto-exigência da Anita não lhe dá tréguas e ela recusa-se a ceder ao ócio, sob pena de sucumbir ao sentimento de culpa de não estar a trabalhar, a produzir, a tentar conseguir mais um projeto, ou pelo menos a aprender, a fazer algo…

Mas, então, se o próprio Darwin… se ele e uma série de cientistas brilhantes trabalhavam afincadamente apenas umas horas por dia, religiosas e imperativas, de absoluta imersão e concentração, de produção pura e dura, mas sim, apenas umas horas do seu dia… e ocupavam o resto do dia de forma ociosa…

A Anita questiona-se: será possível? E em segredo espera que sim.

Bem-vindos a mais um Anita no Trabalho, para mais uma conversa a três.

Neste episódio mencionamos:
“Darwin was a slacjer and you should be too”,  de Alex Soojung-Kim Pang
On self-employment, workaholism and getting my life back, post de Lisa Congdon
5 types of rest every creative should adopt, de Will Meier
Embracing mediocrity, episódio do podcast “Let it be”
Playing Big, de Tara Mohr
Questionário da Gretchen Rubin

E não se esqueçam:
A Anita regressa ao trabalho a cada duas semanas, mais coisa menos coisa, com um ponto de situação nos seus projetos… no entanto, como boas aspirantes à omnipresença, continuamos ligadas no anitanotrabalho.com, onde poderão conversar connosco através da secção Querida Anita, ou no Facebook.

Ou nas nossas plataformas profissionais:
Eli: nautilo.net | facebook | obvious | twitter | Instagram
Billy: airdesignstudio.com | facebook | instagram
Constança Cabral: Blog | Instagram | Facebook
Créditos:
“Polygamie” de Gabriel Vigliensoni, através do Free Music Archive.

2 comments

  1. Naná says:

    Eu procrastinadora profissional me confesso! Se tenho um projecto importante para concluir e que me está a custar, quero (e quase sempre acabo a fazer…) fazer tudo e mais alguma que não seja isso. Ora isso alimenta uma culpa tremenda…

    No entanto, sempre fui apologista de dar descanso ao cérebro, ler um livro, ver um pouco de tv ou outra coisa qualquer sempre me ajudaram a “refrescar” ideias. Quando era estudante isto era ponto assente: quando achava que o estudo não estava a render, ia dar uma volta e várias vezes, dormia uma sesta e depois voltava ao estudo e o rendimento era claramente melhorado só por aquela pausa. Para mim não havia qualquer culpa nisso, porque não entendia que era tempo perdido, mas sim tempo ganho/rentabilizado.

    Adorava ter a possibilidade de poder dedicar-me a produzir durante umas horas e depois ócio. Mas sendo trabalhadora por conta de outrem (e com os horários indecentes que se praticam) não é possível.

    Das vezes que estive desempregada, para manter-me mentalmente sã eu criava/inventava coisas para fazer, nem que fosse ir à biblioteca. Fiz o mesmo que a Billy, encontrava actividades onde pudesse empregar “energias”…

    Quanto à projecção da minha vida daqui a anos, já tentei fazer isso… a nível pessoal e familiar tenho uma ideia claramente definida. No campo profissional já a coisa se complica… além de não ter qualquer ideia definida tenho a experiência de ter dado tantas reviravoltas que é impossível conseguir ter uma noção clara… aliás, às vezes olho para trás e questiono-me como cheguei onde estou (no sentido positivo e no sentido negativo…)

    • anitanotrabalho says:

      Obrigada pela partilha, Naná. Estamos a equacionar criar uma linha de apoio a procrastinadores 😉 a verdade é que nos faz pensar se não deveríamos aceitar este comportamento como necessário, como parte do processo criativo /produtivo… O modelo de eficiência máxima ou produção em série não é um modelo da natureza e sim industrial, de máquinas, artificial…

      Fica a questão 😉

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