Episódio #5 Temporada 2: Ensaio sobre a liberdade

Em mês de celebrar a liberdade, a Anita revisita uma campanha da Marinha Portuguesa e reclama um novo grito de ordem: “O lugar da mulher é onde ela quiser”.
Porque, em pleno século XXI, ainda é urgente Abril e ainda é urgente desmistificar e desconstruir estereótipos, e é urgente continuar a desbravar caminhos e sinaliza-los no gps social e cultural.
E por isso mesmo é, também, urgente continuar a celebrar, de forma positiva, cada passo dado na conquista dessa liberdade e da igualdade.

Este episódio, um ano após o lançamento da Anita no Trabalho, celebra o nosso pequeno passo em liberdade e reitera a vontade da Anita de continuar a inspirar a igualdade.

Neste episódio mencionamos:
Foto da Marinha Portuguesa – “O lugar da mulher é onde ela quiser”
Generation Z
Comentário da Naná

E não se esqueçam:
A Anita regressa ao trabalho a cada duas semanas, mais coisa menos coisa, com um ponto de situação nos seus projetos… no entanto, como boas aspirantes à omnipresença, continuamos ligadas no anitanotrabalho.com, onde poderão conversar connosco através da secção Querida Anita, ou no Facebook.

Ou nas nossas plataformas profissionais:
Eli: nautilo.net | facebook | obvious | twitter | Instagram
Billy: airdesignstudio.com | facebook | instagram
Constança Cabral: Blog | Instagram | Facebook

Créditos:
“Polygamie” de Gabriel Vigliensoni, através do Free Music Archive.

3 comments

  1. Naná says:

    Outro grande episódio!
    Adoro quando divagam, porque no fundo estas questões de empreendedorismo no feminino acabam por ser bastante propícias a isso!

    Na questão do escasso número de homens na profissão de educação de infância, infelizmente acho que há um estereótipo e principalmente um preconceito que se instalou e que veio contribuir para que sejam cada vez menos e que está relacionado com os casos de pedofilia. Há uns anos atrás conversava com uma amiga que é educadora de infância e ela dizia que havia uma espécie de desconfiança dos pais em relação a educadores de infância homens… exactamente por isso. O que a meu ver deve ser um aspecto mesmo muito complexo para um homem conseguir ultrapassar, antes mesmo de dar provas de ser um excelente profissional.

    Só um aparte… eu sou como a Eli, escrevo cartas físicas aos meus filhos, infelizmente não tão amiúde quanto gostaria… tenho um caderno para cada um deles, e que são missivas minhas para eles lerem no futuro. Eu comecei a fazê-lo ainda estava grávida, registo coisas sobre eles, as suas conquistas e o que isso me fez sentir.

    Muito obrigada pela vossa resposta tão personalizada ao meu comentário! 🙂

  2. Sara (kanpai!) says:

    Parabéns pelo primeiro ano! Viva! Eu estou convertida aos podcasts e adoro haver um em português e feminista! Viva!
    Acho que nunca houve tanta liberdade para as mulheres mas ainda ha’ um loooongo caminho para a igualdade. Infelizmente acho que ainda vamos “bater na mesma tecla” durante muito tempo, mas tambem quero ser optimista que a geracao Z ja ache isto tudo ridiculo! 🙂
    Quanto aos homens em papeis normalmente associados a mulheres… na creche do meu filho ha’ um homem educador de infância que ate’ e’ o “key person” do meu filho (apesar de haver vários educadores, e’ atribuído um a cada miúdo para estabelecer uma relação mais pessoal, isto também existe em Portugal?). Confesso que fiquei desconfortável (muito pelo motivo que a Nana mencionou acima, pedofilia) porque temos tantos preconceitos na nossa cabeça, mas na verdade acho o’ptimo e e’ mesmo bom que ele esteja a crescer a ver homens e mulheres em todos os papeis.
    Nesse seguimento acho que em casa começa a educação. No’s temos bem consciência de não colocar o pai ou a mae em determinados papeis (sei la’ a mae cozinha, o pai da’ banho) e ambos fazemos tudo. E tanto disso e’ uma luta contra expectativas sociais. O meu namorado chateia-se bastante como tantas vezes as iniciativas para pais (=parents) são para maes! Estou a falar do caso londrino que e’ a minha experiencia mas em Portugal e’ certamente igual. Ele e’ Mummy and Me, Mumsnet, mummy time, etc que logo ‘a partida discrimina os pais. Claro que e’ todo um mercado feito para as longas licenças de maternidade (quase exclusivamente tiradas pelas maes) mas la’ esta’ e’ a sociedade a reafirmar os estereótipos .

    E fico por aqui que ja’ escrevi um testamento!
    Ps: adorei o divagar pelo Marcelo (e também gosto muito dele)

  3. Alaine Coelho says:

    Parabéns às Anitas!
    Ouço-vos a partir do Brasil. Não sou militante feminista, pois por toda a vida foi-me dada a oportunidade de ser quem eu quisesse e fazer o que quisesse. Diante disso, escolhi deixar trabalho e carreira e ser mãe e dona de casa. Com muitas outras atividades de recheio, o que me permitiu também ter liberdade. Infelizmente não é a realidade da mulher ao redor do mundo. Abraço a todas.
    Lan Succi

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